Mês: outubro 2016

Você é o que você parece

O seu cérebro processa imagens 60 mil vezes mais rápido do que textos. Então, quantos milésimos de segundo você acha que demora para interpretar informações que conscientemente nem se deu conta (ainda) de que estão ali?Por isso, primeiro você é o que você parece ser.

A segunda impressão, aquela que nos traz informações mais racionais vindas de expressões verbais, ratifica ou, em um exercício mais árduo e nem sempre bem-sucedido, reconstrói aquela primeira interpretação.

Mas, para complicar ainda mais, essa primeira versão de você mesmo sofre também a influência de fatores externos. Esses elementos ficam mais claros quando estamos produzindo uma imagem.

Em um mundo em que 65% das pessoas aprendem melhor com estímulos visuais, a composição pode dizer muito. Exemplo: você entra em um dos milhares de vídeos tutoriais do YouTube e um ”coach” vem falar de como ser bem-sucedido. Mas, atrás dele, o que se vê é um cenário que não condiz com aqueles milhares de reais que ele disse que ganhou e que vai fazer você ganhar. Imediatamente, conscientemente ou não, você questiona essa autoridade.

No momento seguinte, você entra em um vídeo em que houve uma produção prévia. E um “coach” muito semelhante surge em uma cena com a iluminação que ajuda a ressaltar suas expressões, com um enquadramento que mostra o que é essencial e nada mais, a mensagem pode ser a mesma, mas a sua interpretação será diferente.

Agora é a hora que você pergunta:

Será que essas regras valem para um mundo em que ligamos

a câmera do celular e saímos falando?

Vale. Não se enganem. O improviso tem seu espaço: reforça o flagrante. Porém, usado para comunicar um conteúdo mais formal, falha em um atributo essencial: não fortalece a qualidade.

Se você é o que parece ser lembre-se

     1. O mercado constrói confiança pela qualidade.

     2. Ache seu público.

    3. Entenda que elementos o público percebe como qualidade

    4. Projete sua marca pessoal com esse atributo.

Comunicação para vender mais

 

”  Sempre que me procuram para montar uma estratégia de divulgação pergunto: qual o seu discurso de vendas? Sim, qual o discurso que o seu vendedor, lá na ponta, está replicando? Nem sempre a resposta vem de imediato. A maioria das vezes vem incompleta.

E aí mora o perigo: um consumidor atento pode percebe o desalinhamento. O anúncio fala uma coisa e a loja mostra outra. A reportagem destaca depoimentos que não condizem com a realidade. Não por uma intenção duvidosa, mas por falta de integração.

Muitos gestores relutam  ‘por que a agência de comunicação, terceirizada, precisa de tantas informações’? Essa  necessidade fica mais clara quando confrontamos com uma ação de marketing de conteúdo. Como  informar e contextualizar para divulgar e vender sem essa sintonia? É exatamente esse material  que constrói referências para o cliente efetuar a compra. O consumidor que sabe mais que o vendedor sai da loja com que imagem da empresa?

Infelizmente, é mais comum do que se imagina esbarrar com um vendedor que não está de posse de todos os argumentos. Ou apresenta um discurso diferente ou incompleto. Problema que pode ser evitado desde o começo.

Ao traçar sua estratégia de divulgação, com sua agência de comunicação, que tal envolver um representante do seu time de vendas? Procure aquele talento que será capaz de somar na elaboração, situando com a experiência de campo, detalhes que os criativos não possuem: a palavra que vende mais, a atitude que funciona com o público, os tipos de feedback que recebem no dia a dia. Amarre as pontas para não se enforcar. E a imagem da marca vai reverberar homogênea”.

 

Versão do artigo de Katia Menezes, publicado na Folha de Alphaville, em setembro de 2016.

Falar em público: O que a ciência explica sobre…

 

Não importa quantos anos você tem de palco, o primeiro minuto diante de uma plateia é sempre impactante. Principalmente em tempos atuais em que basta um estímulo em falso e os participantes se refugiam no celular.

 

Respire porque as sensações de medo e ansiedade são explicadas pela mãe natureza.

 

Michael Cho, co-fundador da Ooomf, escreveu um artigo em que reuniu as explicações da ciência para as reações que ele, como a maioria, sentia ao se deparar com dezenas de pares de olhos focados nele.  Nesses segundos de insegurança,  seu cérebro começa a liberar o hormônio ACTH que estimula a adrenalina no sangue para você se defender. É instinto.

Entre as consequências, sua postura começa a mudar: os músculos do pescoço e costas vão se contraindo e o corpo luta para levar você  para o conforto, ou seja,  a posição fetal. Sutilmente, claro,  você vai – encurvando.

Tem mais:

  • Se você tenta resistir endireitando a postura, a tensão vai para as pernas e mãos que instintivamente começam a tremer. É como se você estivesse percebendo um ataque iminente,
  • Sua pressão se altera,
  • O metabolismo do seu sistema digestivo desacelera para maximizar a liberação de nutrientes e oxigênio para seus órgãos vitais.
  • Você pode sentir “borboletas”na barriga,
  • Ou você pode sentir sua boca seca,
  • E a pupila tende a dilatar. Problemas? Isso dificulta a  leitura  das suas anotações e amplia seu campo de visão. Ou seja, você percebe ainda mais  claramente a expressão facial do seu público.

Saiu cansado ou eufórico?

Esses são mais alguns sinais evidentes de que você se propôs a enfrentar uma tarefa que elevou seu corpo ao nível máximo de esforço.

Agora chegou a hora da conclusão óbvia, mas raramente seguida: a prática leva à perfeição. E estamos falando de prática continuada. A pesquisa de Mark confirma que, ao se familiarizar previamente com as situações que vai enfrentar, os sentimentos de ansiedade diminuem e têm menos impacto negativo sobre a performance.

Vamos começar?

Reputação: crie a sua

 

Essa é uma conclusão que os outros precisam chegar por você… Como muitas outras, não?

 

“Quando discutimos o tema reputação, verificamos que é um conceito, uma avaliação que, assim como a imagem, decorre das percepções do públicos e das pessoas individualmente, mas, diferente da imagem, ela é menos fluida por ser construída em um prazo maior de tempo”.*

Prazo maior de tempo?

Obviamente, não estamos falando da celebridade instantânea que encarnou os últimos memes…Essa é totalmente fluida. Pode render um momento de sucesso que, se não for alimentado corretamente, se esvai com a rapidez que chegou.

Estamos falando de um tempo capaz de amadurecer opiniões. Não é de uma hora para outra…

 

Depende de exposições públicas que fomentem elementos positivos e coerente para que os públicos construam seu sentimento com base em informações e não em desinformações..

” que acumulam durante um maior espaço de tempo, resultado das diversas iniciativas percebidas ou registradas”.*

Tem como acelerar?

Sim e Não

Sim:

Em geral, quanto mais tempo e verba (para impulsionar redes sociais, por exemplo) você/sua empresa tiver para gerar conteúdos – com regularidade e frescor  – que apóiem e complementem as ações de divulgação – mais chance de exposição, mais chance de interação e feedback.

Não:

Não existem fórmulas com 100% de sucesso, principalmente quando o alvo é tornar-se uma referência. Trabalhamos com sinergia de valores e com comportamento e, portanto, precisamos prever  o imprevisível e sermos flexíveis para caminharmos nesta direção. Mesmo com ajustes imediatos, os reflexos nem sempre o são.

*Citações tiradas do livro: Marca, Imagem e Reputação – A Trajetória de Sucesso de Pessoas e Empresas.