Mês: fevereiro 2017

Pequenas oportunidades, grandes chances ou grandes perdas?

Pequenas oportunidades de comunicação são perdidas ou mal aproveitadas todos os dias simplesmente pelo fato de que não são reconhecidas como atividades de comunicação… Como assim?

Recentemente um empresário desabafou comigo:

“Viemos para a reunião anual preparados para mostrar o que precisamos de nossos líderes este ano e em que patamar a empresa precisa chegar. No fim do encontro, as únicas perguntas que tivemos foram sobre plano de carreiras e salário. E não vimos nenhuma empolgação com o projeto em si”.

Preocupados com resultados e em colocar as equipes na direção certa, esses líderes esqueceram de um coeficiente fundamental da comunicação: a emoção. Não a emoção deles, mas a emoção de cada um naquela sala.

A tal da inteligência emocional passa pela arte de comunicar pelo viés do outro e não do seu. Os colaboradores, na realidade, queriam saber como a carreira deles se encaixava nesse novo cenário. O que pessoalmente cada um ia “ganhar” ao longo do caminho.Quais os critérios individuais dentro daquela proposta que estava sendo feita.

Se a comunicação tivesse sido estruturada a partir do mapeamento prévio de necessidades, desejos e oposições e estes incluídos na mensagem, o engajamento teria sido diferente.
Essas situações são mais frequentes do que se percebe.

E como entram na agenda de reuniões sistematicamente na agenda, são relegadas à rotina, com foco no problema.

Mobilizar para a resolução do problema é se colocar no sapato do outro – em todas as ocasiões.

  • Desligue o piloto automático antes da próxima reunião.
  • Analise quem vai estar presente.
  • Além do que tem a dizer, pense no que essas pessoas esperam ouvir.
  • Dependendo da situação, pode até perguntar qual a expectativa de cada um.
  • Estabelecida a interseção, escreva para não esquecer e forme seu diálogo a partir daí. Monólogos são sempre mais arriscados…

( Artigo publicado na Folha de Alphaville)

Duarte: segredo de apresentações altamente persuasivas

Não.

Não é a mesma coisa

ler um livro…

fuçar online…

do que conhecer pessoalmente o trabalho,

interagir e vivenciar o ambiente.

Principalmente, quando o estudo é sobre

o poder do presencial.

 

Éramos dezoito pessoas em sala, apenas duas da área de comunicação, uma do Brasil.  Todos os outros: executivos, principalmente das áreas de marketing e comercial, procurando melhorar suas habilidades na arte de montar uma apresentação altamente persuasiva. No caso destes, treinamento pago pela empresa, o que ressalta a importância que as empresas dão às habilidades de comunicação. Para os americanos, esse cuidado com a coesão e força das apresentações começa na escola.

O que nos levou até lá foi o mesmo objetivo que mobilizou a criadora do método:

Nancy Duarte investigou porque alguns discursos, palestras e apresentações conseguem mobilizar a plateia, mesmo depois de muito tempo.
Histórias muito diversas estão contadas no livro Ressonate.
Resumidamente:

Tudo começou porque Nancy queria

ajudar o marido que era pastor

a fazer sermões mais consistentes.

 

Mergulhou fundo e descobriu uma estrutura vencedora.

Mais: inverteu o ponto de vista.

Enquanto, em geral, empresas se preocupam mais em dar o recado à sua maneira,

Nancy mostra que partir do escaneamento total do público, seu(s) perfil(is)  traz força persuasiva para a mensagem.

De lá para cá e não de cá para lá.

Uma fórmula focada 100% no perfil do público-alvo.

 

Ela, que já possuía uma carteira de clientes no Vale do Silício por conta da sua empresa de design, achou uma nova maneira de contribuir para a comunicação:

Aceitou o desafio de fazer com que cada interação

com cada público alcançasse o máximo de persuasão.

E essa nova proposta ampliou sua atuação.

 

O “método” vem sendo usado por executivos de corporações e ONGs em todo o mundo.

Participar do treinamento, nos fez perceber o quão distante estávamos de aplicar esse instrumento poderoso aqui no Brasil e quantas oportunidades vão estavam sendo perdidas (e ainda estão) diariamente, sem nem que se percebesse.

Foram oito horas dedicadas apenas ao desenvolvimento do roteiro e mais oito para o design. Intuito desse segundo dia: eliminar a ideia de design como recurso decorativo e ressignificar como instrumento cognitivo – que acrescenta compreensão.

 

O resultado dessa imersão: voltamos para o Brasil prontos para preparar apresentações sob essa nova ótica, com metodologia ratificada por marcas, nomes e sobrenomes de sucesso conhecido.

Quer saber como essa revolução pode ser útil nos mais diferentes departamentos da sua empresa?

Como pode ser útil para decolar sua carreira de palestrante?

Vem tomar um café: katiamenezes@mediapool.com.br