Mês: junho 2020

Como aquela palavrinha faz toda a diferença

 

 

A pessoa está na dúvida, ressabiada, falta ainda algum detalhe para que ela aceite o que você está dizendo.

O que será?

Pode ser realmente uma palavrinha. Uma palavrinha queria conectar e  manter o nível de atenção alto a ponto de engajar e mover pessoas em direção a uma tomada de decisão, ou seja, a uma atitude.

E, muitas vezes, essas palavras são bem mais sutis do que imaginamos. Estão embutidas na forma como falamos, naturalmente. Já contamos aqui que os linguistas dizem que a principal função da linguagem é persuadir. Por isso, palavras básicas podem ter alto potencial.

Quais?

Cientistas usaram um supercomputador e uma técnica chamada estilometria* para analisar best-sellers e livros que não fizeram sucesso e encontraram grandes diferenças entre os dois.

A pesquisa, apoiada pelo departamento de computação científica da Universidade de Stony Brook,  indicou que os livros mais bem sucedidos fazem uso mais freqüente de conjunções como “e”, “mas”, “ou” para juntar sentenças e preposições. Preposições, substantivos, pronomes, determinantes (palavras que precedem os substantivos para indicar se o substantivo é específico ou geral, por exemplo, “sua carta”), e os adjetivos também são preditivos de livros bem-sucedidos.

Livros menos sucedidos são caracterizados por uma porcentagem maior de verbos, advérbios e palavras estrangeiras. Eles também contam mais com palavras tópicas que podem ser quase clichês, como amor, locais típicos e palavras extremas e negativas

E que palavras eles separaram como destaque na pesquisa?

Você pode argumentar que essas dicas valem só para textos escritos e em inglês, mas considere que o cérebro que processa é o mesmo! E perceba que as palavras de conexão, indicadas no quadro acima, são as que nos ajudam a criar os contrastes, indicados por Nancy Duarte, como um parte do padrão de sucesso em apresentações e discursos que entraram para a história!

Mais palavras e expressões? Aqui.

*A estilometria estatística é a análise estatística de variações no estilo literário entre um escritor ou gênero e outro.

Design Cognitivo: Como ajuda você a atingir seu público?

 

 

Claro que todo design é cognitivo, mas o que chamamos, então, de design cognitivo?

Design cognitivo é aquele que privilegia os elementos de formação do pensamento. Vemos no mercado muitas apresentações com slides lindos, mas que nem sempre funcionam quando se precisa alavancar a tomada de decisão. Ao contrário, distraem.

Ao usar o design cognitivo: levamos para a tela elementos que são estritamente ligados ao universo do público que se quer atingir. Nem todo mundo pensa igual, nem todo mundo se identifica com as mesmas imagens e os mesmos símbolos.

Cada público tem um blend e quanto mais fina é a sintonia entre o design e o público – mais fortes são as conexões criadas entre mensagem e call to action. O resultado visual é mais enxuto, mais simples, mais leve e mais comunicativo.

Nancy Duarte costuma dizer que se você não entende a tela em 3 segundos – que é o tempo entre alternar a atenção entre apresentador e tela – falhou na comunicação.

Mas olha esse exemplo inspirado em um deck de vendas real:

Que bagunça, né? Mudamos cores, símbolos e textos para preservar a marca. Mas, você espera mesmo que, ao projetar um slide como esse ou mandar por email, alguém consiga captar o que está sendo dito e se envolver com o conteúdo a ponto de tomar uma decisão?

Muita informação – ao mesmo tempo, não é? Confunde mais do que explica. O cérebro olha tudo isso, não entende e nem se esforça. Pula para o próximo conteúdo. Não promove empatia, persuasão, nem constrói memória.

E como o design cognitivo organiza o visual?

Duas dicas:

  1. A gente não pensa tudo de uma vez só. Desconstrua o que quer dizer em etapas e vá organizando o flow  dos slides – fazendo aparecer cada microetapa à medida que vai sendo citada na narrativa oral.
  2. Uma ideia por slide.

 

Vamos continuar nossa conversa sobre design cognitivo?

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