Autor: Katia

Pequenas oportunidades, grandes chances ou grandes perdas?

Pequenas oportunidades de comunicação são perdidas ou mal aproveitadas todos os dias simplesmente pelo fato de que não são reconhecidas como atividades de comunicação… Como assim?

Recentemente um empresário desabafou comigo:

“Viemos para a reunião anual preparados para mostrar o que precisamos de nossos líderes este ano e em que patamar a empresa precisa chegar. No fim do encontro, as únicas perguntas que tivemos foram sobre plano de carreiras e salário. E não vimos nenhuma empolgação com o projeto em si”.

Preocupados com resultados e em colocar as equipes na direção certa, esses líderes esqueceram de um coeficiente fundamental da comunicação: a emoção. Não a emoção deles, mas a emoção de cada um naquela sala.

A tal da inteligência emocional passa pela arte de comunicar pelo viés do outro e não do seu. Os colaboradores, na realidade, queriam saber como a carreira deles se encaixava nesse novo cenário. O que pessoalmente cada um ia “ganhar” ao longo do caminho.Quais os critérios individuais dentro daquela proposta que estava sendo feita.

Se a comunicação tivesse sido estruturada a partir do mapeamento prévio de necessidades, desejos e oposições e estes incluídos na mensagem, o engajamento teria sido diferente.
Essas situações são mais frequentes do que se percebe.

E como entram na agenda de reuniões sistematicamente na agenda, são relegadas à rotina, com foco no problema.

Mobilizar para a resolução do problema é se colocar no sapato do outro – em todas as ocasiões.

  • Desligue o piloto automático antes da próxima reunião.
  • Analise quem vai estar presente.
  • Além do que tem a dizer, pense no que essas pessoas esperam ouvir.
  • Dependendo da situação, pode até perguntar qual a expectativa de cada um.
  • Estabelecida a interseção, escreva para não esquecer e forme seu diálogo a partir daí. Monólogos são sempre mais arriscados…

( Artigo publicado na Folha de Alphaville)

Duarte: segredo de apresentações altamente persuasivas

Não.

Não é a mesma coisa

ler um livro…

fuçar online…

do que conhecer pessoalmente o trabalho,

interagir e vivenciar o ambiente.

Principalmente, quando o estudo é sobre

o poder do presencial.

 

Éramos dezoito pessoas em sala, apenas duas da área de comunicação, uma do Brasil.  Todos os outros: executivos, principalmente das áreas de marketing e comercial, procurando melhorar suas habilidades na arte de montar uma apresentação altamente persuasiva. No caso destes, treinamento pago pela empresa, o que ressalta a importância que as empresas dão às habilidades de comunicação. Para os americanos, esse cuidado com a coesão e força das apresentações começa na escola.

O que nos levou até lá foi o mesmo objetivo que mobilizou a criadora do método:

Nancy Duarte investigou porque alguns discursos, palestras e apresentações conseguem mobilizar a plateia, mesmo depois de muito tempo.
Histórias muito diversas estão contadas no livro Ressonate.
Resumidamente:

Tudo começou porque Nancy queria

ajudar o marido que era pastor

a fazer sermões mais consistentes.

 

Mergulhou fundo e descobriu uma estrutura vencedora.

Mais: inverteu o ponto de vista.

Enquanto, em geral, empresas se preocupam mais em dar o recado à sua maneira,

Nancy mostra que partir do escaneamento total do público, seu(s) perfil(is)  traz força persuasiva para a mensagem.

De lá para cá e não de cá para lá.

Uma fórmula focada 100% no perfil do público-alvo.

 

Ela, que já possuía uma carteira de clientes no Vale do Silício por conta da sua empresa de design, achou uma nova maneira de contribuir para a comunicação:

Aceitou o desafio de fazer com que cada interação

com cada público alcançasse o máximo de persuasão.

E essa nova proposta ampliou sua atuação.

 

O “método” vem sendo usado por executivos de corporações e ONGs em todo o mundo.

Participar do treinamento, nos fez perceber o quão distante estávamos de aplicar esse instrumento poderoso aqui no Brasil e quantas oportunidades vão estavam sendo perdidas (e ainda estão) diariamente, sem nem que se percebesse.

Foram oito horas dedicadas apenas ao desenvolvimento do roteiro e mais oito para o design. Intuito desse segundo dia: eliminar a ideia de design como recurso decorativo e ressignificar como instrumento cognitivo – que acrescenta compreensão.

 

O resultado dessa imersão: voltamos para o Brasil prontos para preparar apresentações sob essa nova ótica, com metodologia ratificada por marcas, nomes e sobrenomes de sucesso conhecido.

Quer saber como essa revolução pode ser útil nos mais diferentes departamentos da sua empresa?

Como pode ser útil para decolar sua carreira de palestrante?

Vem tomar um café: katiamenezes@mediapool.com.br

Eu falo bem, preciso de treinamento?

 

Sim!

Toda apresentação tem um propósito claro:

  provocar uma transformação no público. 

E sair falando, nem sempre é sinônimo de persuasão.

Persuasão requer domínio total do movimento:

de onde esse público está para onde quero fazer ele chegar.

Veja só o case de Al Gore. 

Você faz um roteiro, ensaia, ajusta o roteiro, ensaia, mas nosso cérebro, por natureza, nos prega algumas peças, principalmente para quem domina a arte do improviso. Improvisar é abrir parênteses, mas às vezes abre tanto que não consegue voltar. Perde a direção.

Você chega prontinho, com o encadeamento perfeitamente estruturado, mas… Diante da plateia, começam a surgir novas ideias, pequenos comentários e conexões que não estavam no script. Elas fluem tão naturalmente… Algumas fazem até se sentir mais à vontade.  Você embarca.

 E o que acontece?

 

 

Quem aí já viu um político experiente se deixar levar e falar algo que comprometeu imediatamente sua reputação?

Esse é só uma das consequências clássicas.

A outra é comprometer diretamente a mensagem principal.

E o que essas curvinhas a mais no raciocínio proporcionam?

Distração

E distração e persuasão definitivamente não trabalham muito bem juntas…

Disciplina

Levar a atenção do público junto com você ao longo de um caminho não é simples. 

Tem técnica: minuto a minuto.

O filósofo Mário Sérgio Cortella, atualmente o palestrante mais requisitado do país, repete o mesmo roteiro a cada palestra que dá sobre o mesmo tema. Pequenas adaptações são feitas para adequar ao público, mas se você pesquisar no Youtube vai perceber essa característica. Isso faz dele uma pessoa sem imaginação? Não.

Isso faz desse talento um profissional com propósito. 

Ele sabe a mensagem que quer passar e como passar.

E, por experiência, sabe que se deixar escapar essa linha de condução do pensamento vai ter alguma consequência, mesmo que seja ‘só’ estourar o tempo.

Comece a se preparar muito antes de precisar. Enquanto você desenvolve o roteiro e o formato de apresentação, desenvolve também os truques para não se perder e ficar à deriva. E os ganchos para levar a plateia junto com você, valorizando seu raciocínio.

Nancy Duarte estima um mínimo de 36 horas para desenvolver e treinar uma apresentação de sucesso.Os TEDs de alto impacto foram repetidos ao menos 90 vezes, antes da performance no palco.

A naturalidade sem perder o foco vem com muito esforço. E as técnicas de oratória são apenas parte de um processo intenso. Falar bem é ser você na sua melhor versão e falar na linguagem do público – de cada público que quer atingir.

Mais informações sobre o processo de criação de palestras do TED, clique aqui.

Você é o que você parece

O seu cérebro processa imagens 60 mil vezes mais rápido do que textos. Então, quantos milésimos de segundo você acha que demora para interpretar informações que conscientemente nem se deu conta (ainda) de que estão ali?Por isso, primeiro você é o que você parece ser.

A segunda impressão, aquela que nos traz informações mais racionais vindas de expressões verbais, ratifica ou, em um exercício mais árduo e nem sempre bem-sucedido, reconstrói aquela primeira interpretação.

Mas, para complicar ainda mais, essa primeira versão de você mesmo sofre também a influência de fatores externos. Esses elementos ficam mais claros quando estamos produzindo uma imagem.

Em um mundo em que 65% das pessoas aprendem melhor com estímulos visuais, a composição pode dizer muito. Exemplo: você entra em um dos milhares de vídeos tutoriais do YouTube e um ”coach” vem falar de como ser bem-sucedido. Mas, atrás dele, o que se vê é um cenário que não condiz com aqueles milhares de reais que ele disse que ganhou e que vai fazer você ganhar. Imediatamente, conscientemente ou não, você questiona essa autoridade.

No momento seguinte, você entra em um vídeo em que houve uma produção prévia. E um “coach” muito semelhante surge em uma cena com a iluminação que ajuda a ressaltar suas expressões, com um enquadramento que mostra o que é essencial e nada mais, a mensagem pode ser a mesma, mas a sua interpretação será diferente.

Agora é a hora que você pergunta:

Será que essas regras valem para um mundo em que ligamos

a câmera do celular e saímos falando?

Vale. Não se enganem. O improviso tem seu espaço: reforça o flagrante. Porém, usado para comunicar um conteúdo mais formal, falha em um atributo essencial: não fortalece a qualidade.

Se você é o que parece ser lembre-se

     1. O mercado constrói confiança pela qualidade.

     2. Ache seu público.

    3. Entenda que elementos o público percebe como qualidade

    4. Projete sua marca pessoal com esse atributo.

Falar em público: O que a ciência explica sobre…

 

Não importa quantos anos você tem de palco, o primeiro minuto diante de uma plateia é sempre impactante. Principalmente em tempos atuais em que basta um estímulo em falso e os participantes se refugiam no celular.

 

Respire porque as sensações de medo e ansiedade são explicadas pela mãe natureza.

 

Michael Cho, co-fundador da Ooomf, escreveu um artigo em que reuniu as explicações da ciência para as reações que ele, como a maioria, sentia ao se deparar com dezenas de pares de olhos focados nele.  Nesses segundos de insegurança,  seu cérebro começa a liberar o hormônio ACTH que estimula a adrenalina no sangue para você se defender. É instinto.

Entre as consequências, sua postura começa a mudar: os músculos do pescoço e costas vão se contraindo e o corpo luta para levar você  para o conforto, ou seja,  a posição fetal. Sutilmente, claro,  você vai – encurvando.

Tem mais:

  • Se você tenta resistir endireitando a postura, a tensão vai para as pernas e mãos que instintivamente começam a tremer. É como se você estivesse percebendo um ataque iminente,
  • Sua pressão se altera,
  • O metabolismo do seu sistema digestivo desacelera para maximizar a liberação de nutrientes e oxigênio para seus órgãos vitais.
  • Você pode sentir “borboletas”na barriga,
  • Ou você pode sentir sua boca seca,
  • E a pupila tende a dilatar. Problemas? Isso dificulta a  leitura  das suas anotações e amplia seu campo de visão. Ou seja, você percebe ainda mais  claramente a expressão facial do seu público.

Saiu cansado ou eufórico?

Esses são mais alguns sinais evidentes de que você se propôs a enfrentar uma tarefa que elevou seu corpo ao nível máximo de esforço.

Agora chegou a hora da conclusão óbvia, mas raramente seguida: a prática leva à perfeição. E estamos falando de prática continuada. A pesquisa de Mark confirma que, ao se familiarizar previamente com as situações que vai enfrentar, os sentimentos de ansiedade diminuem e têm menos impacto negativo sobre a performance.

Vamos começar?

Reputação: crie a sua

 

Essa é uma conclusão que os outros precisam chegar por você… Como muitas outras, não?

 

“Quando discutimos o tema reputação, verificamos que é um conceito, uma avaliação que, assim como a imagem, decorre das percepções do públicos e das pessoas individualmente, mas, diferente da imagem, ela é menos fluida por ser construída em um prazo maior de tempo”.*

Prazo maior de tempo?

Obviamente, não estamos falando da celebridade instantânea que encarnou os últimos memes…Essa é totalmente fluida. Pode render um momento de sucesso que, se não for alimentado corretamente, se esvai com a rapidez que chegou.

Estamos falando de um tempo capaz de amadurecer opiniões. Não é de uma hora para outra…

 

Depende de exposições públicas que fomentem elementos positivos e coerente para que os públicos construam seu sentimento com base em informações e não em desinformações..

” que acumulam durante um maior espaço de tempo, resultado das diversas iniciativas percebidas ou registradas”.*

Tem como acelerar?

Sim e Não

Sim:

Em geral, quanto mais tempo e verba (para impulsionar redes sociais, por exemplo) você/sua empresa tiver para gerar conteúdos – com regularidade e frescor  – que apóiem e complementem as ações de divulgação – mais chance de exposição, mais chance de interação e feedback.

Não:

Não existem fórmulas com 100% de sucesso, principalmente quando o alvo é tornar-se uma referência. Trabalhamos com sinergia de valores e com comportamento e, portanto, precisamos prever  o imprevisível e sermos flexíveis para caminharmos nesta direção. Mesmo com ajustes imediatos, os reflexos nem sempre o são.

*Citações tiradas do livro: Marca, Imagem e Reputação – A Trajetória de Sucesso de Pessoas e Empresas.