Falar em público: O que a ciência explica sobre…

out 20, 2016 Neurociência

 

Não importa quantos anos você tem de palco, o primeiro minuto diante de uma plateia é sempre impactante. Principalmente em tempos atuais em que basta um estímulo em falso e os participantes se refugiam no celular.

 

Respire porque as sensações de medo e ansiedade são explicadas pela mãe natureza.

 

Michael Cho, co-fundador da Ooomf, escreveu um artigo em que reuniu as explicações da ciência para as reações que ele, como a maioria, sentia ao se deparar com dezenas de pares de olhos focados nele.  Nesses segundos de insegurança,  seu cérebro começa a liberar o hormônio ACTH que estimula a adrenalina no sangue para você se defender. É instinto.

Entre as consequências, sua postura começa a mudar: os músculos do pescoço e costas vão se contraindo e o corpo luta para levar você  para o conforto, ou seja,  a posição fetal. Sutilmente, claro,  você vai – encurvando.

Tem mais:

  • Se você tenta resistir endireitando a postura, a tensão vai para as pernas e mãos que instintivamente começam a tremer. É como se você estivesse percebendo um ataque iminente,
  • Sua pressão se altera,
  • O metabolismo do seu sistema digestivo desacelera para maximizar a liberação de nutrientes e oxigênio para seus órgãos vitais.
  • Você pode sentir “borboletas”na barriga,
  • Ou você pode sentir sua boca seca,
  • E a pupila tende a dilatar. Problemas? Isso dificulta a  leitura  das suas anotações e amplia seu campo de visão. Ou seja, você percebe ainda mais  claramente a expressão facial do seu público.

Saiu cansado ou eufórico?

Esses são mais alguns sinais evidentes de que você se propôs a enfrentar uma tarefa que elevou seu corpo ao nível máximo de esforço.

Agora chegou a hora da conclusão óbvia, mas raramente seguida: a prática leva à perfeição. E estamos falando de prática continuada. A pesquisa de Mark confirma que, ao se familiarizar previamente com as situações que vai enfrentar, os sentimentos de ansiedade diminuem e têm menos impacto negativo sobre a performance.

Vamos começar?

Por Katia