Eu falo bem, preciso de treinamento?

jan 9, 2017 blog

 

Sim!

Toda apresentação tem um propósito claro:

  provocar uma transformação no público. 

E sair falando, nem sempre é sinônimo de persuasão.

Persuasão requer domínio total do movimento:

de onde esse público está para onde quero fazer ele chegar.

Veja só o case de Al Gore. 

Você faz um roteiro, ensaia, ajusta o roteiro, ensaia, mas nosso cérebro, por natureza, nos prega algumas peças, principalmente para quem domina a arte do improviso. Improvisar é abrir parênteses, mas às vezes abre tanto que não consegue voltar. Perde a direção.

Você chega prontinho, com o encadeamento perfeitamente estruturado, mas… Diante da plateia, começam a surgir novas ideias, pequenos comentários e conexões que não estavam no script. Elas fluem tão naturalmente… Algumas fazem até se sentir mais à vontade.  Você embarca.

 E o que acontece?

 

 

Quem aí já viu um político experiente se deixar levar e falar algo que comprometeu imediatamente sua reputação?

Esse é só uma das consequências clássicas.

A outra é comprometer diretamente a mensagem principal.

E o que essas curvinhas a mais no raciocínio proporcionam?

Distração

E distração e persuasão definitivamente não trabalham muito bem juntas…

Disciplina

Levar a atenção do público junto com você ao longo de um caminho não é simples. 

Tem técnica: minuto a minuto.

O filósofo Mário Sérgio Cortella, atualmente o palestrante mais requisitado do país, repete o mesmo roteiro a cada palestra que dá sobre o mesmo tema. Pequenas adaptações são feitas para adequar ao público, mas se você pesquisar no Youtube vai perceber essa característica. Isso faz dele uma pessoa sem imaginação? Não.

Isso faz desse talento um profissional com propósito. 

Ele sabe a mensagem que quer passar e como passar.

E, por experiência, sabe que se deixar escapar essa linha de condução do pensamento vai ter alguma consequência, mesmo que seja ‘só’ estourar o tempo.

Comece a se preparar muito antes de precisar. Enquanto você desenvolve o roteiro e o formato de apresentação, desenvolve também os truques para não se perder e ficar à deriva. E os ganchos para levar a plateia junto com você, valorizando seu raciocínio.

Nancy Duarte estima um mínimo de 36 horas para desenvolver e treinar uma apresentação de sucesso.Os TEDs de alto impacto foram repetidos ao menos 90 vezes, antes da performance no palco.

A naturalidade sem perder o foco vem com muito esforço. E as técnicas de oratória são apenas parte de um processo intenso. Falar bem é ser você na sua melhor versão e falar na linguagem do público – de cada público que quer atingir.

Mais informações sobre o processo de criação de palestras do TED, clique aqui.

Por Katia