Você é o que você parece

out 17, 2016 Neurociência

O seu cérebro processa imagens 60 mil vezes mais rápido do que textos. Então, quantos milésimos de segundo você acha que demora para interpretar informações que conscientemente nem se deu conta (ainda) de que estão ali?Por isso, primeiro você é o que você parece ser.

A segunda impressão, aquela que nos traz informações mais racionais vindas de expressões verbais, ratifica ou, em um exercício mais árduo e nem sempre bem-sucedido, reconstrói aquela primeira interpretação.

Mas, para complicar ainda mais, essa primeira versão de você mesmo sofre também a influência de fatores externos. Esses elementos ficam mais claros quando estamos produzindo uma imagem.

Em um mundo em que 65% das pessoas aprendem melhor com estímulos visuais, a composição pode dizer muito. Exemplo: você entra em um dos milhares de vídeos tutoriais do YouTube e um ”coach” vem falar de como ser bem-sucedido. Mas, atrás dele, o que se vê é um cenário que não condiz com aqueles milhares de reais que ele disse que ganhou e que vai fazer você ganhar. Imediatamente, conscientemente ou não, você questiona essa autoridade.

No momento seguinte, você entra em um vídeo em que houve uma produção prévia. E um “coach” muito semelhante surge em uma cena com a iluminação que ajuda a ressaltar suas expressões, com um enquadramento que mostra o que é essencial e nada mais, a mensagem pode ser a mesma, mas a sua interpretação será diferente.

Agora é a hora que você pergunta:

Será que essas regras valem para um mundo em que ligamos

a câmera do celular e saímos falando?

Vale. Não se enganem. O improviso tem seu espaço: reforça o flagrante. Porém, usado para comunicar um conteúdo mais formal, falha em um atributo essencial: não fortalece a qualidade.

Se você é o que parece ser lembre-se

     1. O mercado constrói confiança pela qualidade.

     2. Ache seu público.

    3. Entenda que elementos o público percebe como qualidade

    4. Projete sua marca pessoal com esse atributo.

Por Katia